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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Amei, curti e enjoei


para Thaís Rosa inspiração de grandes sentimentos

            ... ele então chegou em casa, entrou sem pensar e foi direto para a cozinha procurou entre os copos a xícara com a atriz famosa dos 60, uma atriz clássica do cinema, e nem se quer lembrou dela, buscou na geladeira a caixa de leite desnatado, o único que ele bebia, e procurou pela garrafa de café na cozinha e não achou, então foi para a copa, onde encontrou a garrafa, sentou com a xícara de leite, colocou café e bebeu como se fosse algo revolucionário, o tão amado café-com-leite era para ele algo quase que supremo, sublimo orgasmo simplório.
            Se perdeu em seus pensamentos e disse a si mesmo “a velhice me proporcionou sensibilidade... e com o tempo essa só aumenta”. A Frase saiu como ritmo de oração, um apelo a tal deus que nem ele mesmo acreditava... e nem se sabe qual era esse, o que o mesmo fazia.
            Lembrou-se de um amor vivido, ou vivenciado – ou algo que nunca tenha passado de monólogos de paixões, ontem do tal cara que morria por ele, hoje por ele morrer pelo mesmo. A vida sempre pareceu um espiral – pode um aspirou voltar numa parte de si mesmo? O gosto do café-com-leite ainda na boca, tem pessoas que preferem cocaína mas ele não, ele gosto do simples, sua droga sempre foi o café-com-leite. Não importa se é amargo, ou um pouco doce – não sendo excessivamente doce, é válido!
            Em meio a músicas... a choros que não se completaram, a risos que aconteceram, violinos... onde... “isso é o que você pensa...” – pensamentos eufóricos. Quem quer enlouquecer? – um vez li uma frase de Virginia Woolf que dizia assim: “Sou uma dessas pessoas que acham tudo horroroso.” E entendi que eu poderia ser único, mas que muitos dos meus pensamentos era divido com outras pessoas, tais também era certos sentimentos, eu não poderia julgar ninguém, mas me julga! E os outros todos também!  Onde foi que eu me enjoei de amar? E porque não deveria enjoar? O amor não deve ser um padrão de linearidade ou de intensidade instável. Deve? Que nunca quis dizer “flores para los muertos” a um amor, que mesmo ainda vivo parecia morto? Quem nunca disse que iria terminar e não terminou – Por descobrir que o amor era mesmo meu amado... 


Para todos nós (leve a pena conferir a tradução)


quarta-feira, 3 de junho de 2009

Manu só dinovo!


Manuela esta trancada no quarto e chora cada vez mais, nada exagerado, as lágrimas vão escorrendo lentamente ao contrario do seu coração que esta acelerado, ela escuta Dido, mas ninguém sabe quem é Dido, apenas ela. Ontem ela saiu com Rafaela uma ex-paixão que deixou varias marcar, elas dormiram juntas e riram de tudo que passaram, dormiram juntas, de forma quase linda, a paixão dominava elas, ainda não sei o porquê, mas Rafaela inexistia naquela situação, naquela paixão a noite toda.

Ao levantar Manuela encontra um daqueles bilhetinhos, logo ela sorria, estava feliz em saber que alguém escreveu para ela. O bilhete dizia:


Manuela
foi bom te rever, nossa noite foi incrível, irei te guardar em meus sonhos,
Mas eu não posso ficar com você eu amo outra pessoa
Apenas precisa divertir e distrai de minha rotina com ela
Sorry! Rafa!

Manuela chora, ela sempre é usada como objeto de alguém, e ela lembra que sempre faz outros de objeto, ela vaga pelas ruas solitárias em buscar de só mais uma transa, mas hoje ela não quer sair, lá fora a chuva chora junto com ela, quando na casa do vizinho tocava alto rap e odeio dela aumenta, ela odeio rap.
Manuela nunca pediu para ser o que se tornou ela pega a tesoura grande e com pontas e cortas as suas pernas de raiva faz corte superficiais nas colchas sem medo, a raiva a domina e a dor é pouca e para ser menor ainda, escorre um pouco de sangue, ela sente um pouco feliz por descontar aquela raiva, suas colchas estão marcadas como amor e raiva.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Outro Tudo (parte de um diário)

Hoje acordei entediada eu fui fazer uma caminhada pela manha, amo o sol e nem se fala em caminhar, na verdade eu odeio essa caneta azul a qual eu estou escrevendo aqui nesse diário, nunca fui uma menininha de escrever em diários, mas segunda a minha psicóloga devo ter um para me distrai e descarregar meus problemas.
Hoje lembrei de Anita aquela menina linda, queria muito escrever uma carta para ela, ou ate mesmo entar no MSN e encontrar com ela, mas to cansada de entrar no MSN e sempre encontrar as mesmas pessoas falsas e sem assuntos. Talvez eu nem saiba o que sinta por ela, mas sei que nunca vou esquecer ela. Das nossas loucuras de beijar na rua Goiás na madrugada, de fica ridicularizando os travestis que passavam. Acredito que Anita sim foi meu amor, mas ela me já não conseguimos ter uma boa relação, ela se envolveu drogas, no inicio até eu experimentei, achava me rebelde por estar usando algo que a sociedade julgava mal. Mas depois vi que não era para mim. Chegou num ponto que não via diferença mais na Anita e nas drogas, ambas eram insignificante para mim. Anita me deixou, começou a se prostituir pelas drogas e nem sei mais por onde ela anda, qualquer dia desses abro o jornal e vejo-a morta num riacho qualquer. Duvido que ela me esqueceu e duvido que isso faça alguma diferença.
Anita sempre foi linda, fazia faculdade de Direito, e era viciada em comer pipoca, todos os dias tinha que comer pipoca, só conheceu as drogas “graças” a Claudinha. Depois que Anita já estava viciado Claudinha incentivou a prostituição, na falta de dinheiro para usar mais, ela ac, e fui o primeiro, segundo, mulheres e homens tiveram a Anita, até que há duas semanas atrás descobrir que a Claudinha esta com ADIS, não que isso me comova, eu não tenho dó, problema é dela, quem mandou não ter cuidado, quero mais que elas se... (não sei o que dizer, mas não consigo desejar o mal a Anita).
Qualquer dias desses eu saiu atrás de Anita, se ela ainda tiver viva. Meu pai já estava me chamando para janta, que velho chato, odeio ele. Aposto que ele já esta bêbado e daqui a pouco como é de praxe aqui em casa ele começa a ameaçar, as vezes queria fazer que nem Anita que disse para o pais a verdade de si e saiu de casa no mesmo dia.
No disse que meu pai estava bêbado, assim que desci ele me abraçou deu aquele tapinha ridículo na minha bunda e disse minha filhinha ta ficando mulher. Morro de nojo dele, e pior nem tenho uma mãe para ajudar nas minhas coisas, ela morreu quando nasci, às vezes sei que meu pai olha e me condena pela morte dela, e ate mesmo às vezes eu me condeno, queria poder escolher minha mãe em vez daquele velho idiota. Queria pelo menos saber que minha mãe tinha me pegado no coloco, nem isso ela fez, eu sai da morte. Quando nasci, já me despedia de minha mãe. Por hoje é só! O está amanhecendo e estou com sono!

Manuela

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Esclarecendo sobre Manuela


Não sei o porquê meus dias eu to vivendo com a Manuela e sinto-a presente comigo, às vezes me perguntou como ela seria? O que ela faria com as pessoas?
Manuela me atormenta no meu tormento de viver. Ela pede viver! Quando eu tento me matar! Não sei o porquê, mas talvez ela seja uma forma de distrai de mim e do mundo e escrever algo. Talvez seja a forma da qual eu não entenda e tente entender.

Manuela nunca existiu apenas no meu infinito mundo paralelo, os textos delas são escritos em erros, Manuela é algo desprezível e depressiva, ela não precisa de leitor, e meu aconselho a todos é que não leia os textos! Não a motivo para se ler Manuela, mas o porquê que sou eu que escrevo e não a motivo para se admirar, eu não sei bordar letras. Nem ser eu mesmo, nem escrever Manuela.

Manuela é escrito ao acaso, às vezes sai mais ou menos e sempre sai péssimo, é uma leitura esdrúxula, enfadonha, muito pessimista.

Manuela não tem pai nem mãe, filha perdida no meio de duas pessoas, nunca amou, nem foi amada, é azarada e pessimista, depressiva e arrogante. Egoísta e às vezes egocêntrica, sem entender o porquê, Manuela é feia, muito feia é uma das poucas coisas que ela não entende.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Manuela e Paulinha


As cutículas já crescidas, ela volta a aquele canto gelado e escuro e volta a retirá-las. Mas uma vez Manuela ali, fazendo ferimentos nos dedos, seria proposital? Ela faz as unhas lembrando de que vai sair hoje, de que vai encontrar com uma amiga numa boate gay.

Manu já beijou essa amiga a Paula, as duas tiveram uma relação apenas carnal. Manu adorar coisas suja e nojentas, houve tempo em que ela só pensava em beijar e ver alguém por entre suas pernas. Já sua amiga Paula era bi e beijava homem e mulher, na verdade Paula só beijava homem porque fazia programa, e era o que excitava Manu sair com alguém fazia programas para homens e com mulheres era apenas se houvesse amor, Manu adorava os contos eróticos que Paulinha sempre contava, muitos desses contos eram quase sempre exageros, só não era mentira que paulinha era amava um sexo oral.

Manuela foi com Paulinha até a boate, mas no fundo esperava que paulinha levasse um bolo para no final as duas ficaram juntas. Ela foi até de carro porque se sua amiga animasse elas iriam ate pro motel, onde as duas já passaram varias noites.
Manuela é azarada, Paula dançou a noite inteira com uma menina e se esqueceu da Manuela, nem o vestido vermelho e curto que a Manuela usava naquela noite seduziu alguém, naquela noite ela voltou sozinho para sua cama, nem se quer ganhou um beijou ou um olhar de alguém.
Manuela dorme frustrada a uma semana que ela não transa! A uma semana ela não tem alguém para saciar seus instintos animais, Manuela dorme fedendo a fumaça da boate, e sem amor. Manu não tem amor. Manuela não entende a diferença de viver um amor e fazer amor
Ao acordar no outro dia a Senhorita Manuela Fontaine escreveu no seu diário um pequeno poema:



Eu nasci para viver do pecado
eu vim mulher, mas nao vim para me submeter a nenhum homem
Não vim ao mundo para beijar homens
e sim para viver intensas relações com mulheres
Eu gosto é de sentir o corpo delas em fogo sobre mim
Eu só vivo mesmo é por entre as penas de um linda mulher

domingo, 10 de maio de 2009

Surtos da Manuela


Manuela está no canto da sala insiste em tirar as cutículas, ela tira toda compulsivamente, ela tira cutícula toda semana, ela fica horas cortando cuidadosamente as cutícula, mas não se engane ela gosta de tira bife, ela se excita em sentir a dor e ver o sangue nas unhas dela, ela roí as unha por não ter força para encarar sua ansiedade, Manuela é feia, mas insiste numa beleza que nunca existiu, ela sabe seduzir algumas meninas, Manuela não é cristã. Seria falsidade de mais ser cristã, ser religiosa! Manuela é contra tudo aquilo que não aceita Manuela.

Manuela não pediu para ser homossexual como prega o pastor. Manuela tentou esconder isso de si mesmo como aconselhou o padre, Manuela se revoltou com aquilo que os outros diziam, com a força de seus desejos Manuela assumiu a si mesmo!

Manuela esta no canto frio e escuro da sala tirando as cutículas, Manuela!!! Que vive sem santo, não sabe orar, não reza a nenhum Deus, Manuela que insiste em viver a sua arte de escrever poemas a mulheres, Manuela é detalhista fica observado cada um compulsivamente, ela quer respostas do porque as pessoas se vestem de tal modo, age de tal maneira, ela quer entender o porquê as pessoas não a entende. Manuela não pinta as unhas, Manuela não anda de ônibus, porque nas ruas ela vê como as pessoas agem, Manuela não gosta de bichos, seu pai nunca deixou ter animaizinhos, Manuela não usa maquilagem, nem bebe cerveja, Manuela já teve homens e mulheres aos seus pés, mas nunca teve alguém que mexesse com ela, Manuela não usa drogas, mas queria. Manuela não usa mini-saia mais queria, Manuela odeia pagode e o Brasil, ela odeia tudo. Manuela! Manuela! Manuela!

Manuela quando criança foi violentada sexualmente, seus priminhos mais velhos brigavam com seu corpo, passaram aquelas mãos imundas por todo o seu corpo, fizeram a fazer tudo coisas que não época ela não entendia e que hoje ela enoja eles. Manuela odeia sua família, e toda aquela hipocrisia de se vestir bem para almoçar com a família, aqueles primos imundos, tios drogados, e a avó falando mal dos que não estão presentes.

Manuela gosta de ficar tracada anoite em casa ouvindo Pink Floyd, Rammstein e Nirvanda. Ou lendo Maiakóvski, Florbela Espanca e Clarice Lispector. Manuela não sabe ler Machado de Assis, nem José de Alencar.
Manuela não tem homem, Manuela não tem mulher. Manuela é apenas uma menina ingênua em busca de resposta sobre si mesmo. Manuela apenas mais uma boba!